? Nuestros Buenos Aires INCLUDE_DATA



Palácio de Aguas Corrientes

Publicado em fotos dia 31 de October de 2006 por helil

Será mais um edifício, imponente, histórico, cheio de arte, blá, blá blá? Seria, se não houvesse alguns dados mais interessantes sobre ele.

Pra começar, é quase unânime entre os portenhos que é o prédio mais belo dentre todos os sítios históricos bonairenses. E, de fato, é muito belo.

Palácio de águas correntes

Mais curioso, o prédio foi praticamente trazido, peça por peça, da Inglaterra e da Bélgica. Pra exemplificar, são 130 mil ladrilhos esmaltados e 170 mil peças de cerâmica.

Quer mais? O prédio na verdade é uma caixa d’água. Toda essa beleza cobre o centro reservatório e de distribuição da água de Buenos Aires. Com capacidade total de 72 milhões de litros de água, distrubuídos por três andares de tanques e paredes externas de 1,80m.



La Flor Gigante

Publicado em fotos dia 10 de October de 2006 por helil

A Plaza Naciones Unidas ostenta mais um cartão postal de Buenos Aires, desta vez algo ultra-moderno: a “Floralis Genérica”, escultura de 20 metros de altura representando uma flor que abre suas pétalas de dia e fecha de noite.

Um parque a mais na cidade, com uma diferença. Desta vez, simplesmente, um extenso gramado. A economia de árvores faz com que a flor prenda a atenção de qualquer ponto que se observe, inclusive de longe, da Praça Mitre, no alto da Recoleta, desde o trem de Retiro, passando de táxi.



Senhoras e Senhores estamos aqui

Publicado em fotos, geral dia 10 de October de 2006 por helil



Café Tortoni

Publicado em fotos, video dia 5 de October de 2006 por helil

Era indispensável visitar, tal qual o tal do Caminito.

Programa de turista, coisa comprovada quando o MC do show de tango perguntou se havia algum argentino lá.

Ainda que não esteja em seu local original, o Café Tortoni foi fundado em 1858 por um cara francês. Tortoni era um local na França em que a rapaziada cultural da França se reunia naquele século 19.

No térreo, o salão de café, já visitado por Gardel, Borges, Ortega y Gasset, Fangio, Einstein, Arthur Rubinstein. No porão, o palco dos shows de tango e jazz, além de outros eventos culturais.

Palco do porão do Café Tortoni, clique para ampliar

O primeiro instante do show me apavorou: uma pantomima representando um bordel portenho, briga de faca e um desfecho burlesco. Depois, tango de fio dental, como uma espécie de Sargentelli portenho, maravilha. Mas depois a coisa virou música e dança e o show fez sentido. Os artistas eram de primeira, as músicas eram os “super hits”, e a gente sai de lá querendo aprender a dançar e a tocar, comprar CD e o escambau.

Não se podia tirar fotos com flash durante o show.

E pra fins documentais, teve também uma amostra interiorana, tambor e boleadeiras. Quebra de ritmo.

O tango é um fato latino-americano muito ímpar que diz muito da postura geral bonaerense. Dramático, extremo, europeamente elegante e latinamente soberbo.



Panorâmicas de Colônia

Publicado em fotos dia 3 de October de 2006 por helil

Estou revendo as fotos e notei que faltou ilustrar a uruguaia Colônia. Então lá vão três panorâmicas, “haga clic” para ampliar.

Colonia vista do farol, clique para ampliar

Um lado visto de dentro do farol (ao fundo o Buquebus atracado), o outro visto de fora.

Colônia vista do farol, clique para ampliar



Enfim

Publicado em geral dia 3 de October de 2006 por helil

Chegamos. Tudo tranquilo na volta, sob o luto do acidente com o avião do dia anterior.

Ainda temos algumas coisas a publicar, e também o desejo de contar tudo pessoalmente pra vocês.

Entre novos amigos e brindes pela “unidade Latino-Americana”, partimos com vários exemplos de que nossas histórias e destinos – brasileiros e argentinos – são muito semelhantes.

Esperamos voltar.



Cardápio

Publicado em cozinha dia 27 de September de 2006 por helil

Já quase nos vamos embora. Agora já dá pra falar algo geral sobre a culinária porteña. Tivemos a sorte de conversar com um chef da área que confirmou muita coisa que percebíamos.

A cozinha argentina é muito simples, nos sabores e nas montagens. É o único país da América Latina que não tem no arroz e em algum tipo de feijão a base da comida cotidiana. É também um país que se diferencia por uma filosofia de não-tempero: os sabores são muito básicos, sal e nada mais, não se refoga praticamente nada. o acompanhamento é baseado na batata: frita, noisette, purê, e assim vai.

O cardápio básico dos cafés é sempre igual: sanduíches, tortas, empanadas, pizzas, massas, grelhados e milanesas. A massa básica vale para as empanadas, pizzas e tortas. E os recheios: presunto e queijo, frango e carne.

Nas carnes grelhadas é difícil errar, qualquer café/restaurante tem bife de chorizo e bom. E para um brasileiro comer algo mais temperadinho, como um salgadinho, sempre vale a empanada.

As pastas também são honestas, feitas artesanalmente. Mas os molhos deixam a desejar na criatividade: molho vermelho, molho branco e (surpresa) molho rosé. Um detalhe: na seção de massas quase sempre tem “caneloni”, só que de fato é a nossa panqueca enrolada.

As porções são fartas, normalmente. E pra comer sozinho, pode ser difícil montar uma refeição que não seja monótona. Em dois, vale pedir, por exemplo, um prato de massa e uma carne e dividir.

Buenos Aires tem uma infinidade de cafés/restaurantes, sem muita diferenciação. Interessante é que se pode pedir um café e com ele embaçar na mesa o dia inteiro. É comum, ninguém vai reclamar.

Se você quer tomar um simples cafezinho de balcão, costume de brasileiros pra gastar dez minutos, ou um salgado e uma coca, esquece: é sempre um processo demorado, vai se atrasar.

O atendimento é, via de regra, tosco. Os garçons são impacientes e mal-humorados. Folgamos em saber que não é só com turistas, é geral. O serviço não está incluído, reza a lenda que se deixa 10 a 15 por cento da conta. Mas creio que o hábito geral é deixar umas moedas.

Os líquidos são caríssimos, alcançam facilmente a metade do preço de uma refeição. E o que soa mais bizarro, seja um cafezinho, um refrigerante, uma água, uma cerveja long-neck: tudo o mesmo preço. Nos supermercados, os preços são parecidos com os do Brasil, até um pouco mais baratos. Mas nos cafés, sai de baixo.

Em kioskos, que são como micromercados, é possível comer panchos (cachorro quente) ou choripan baratinhos, com uma coca por uns 3, 4 pesos. Nestes tipos de lugares é comum também haver cabines telefônicas e acesso à Internet.

Os supermercados tem uma grande quantidade comidas prontas, a informação é que o porteño em geral não prepara nada em casa.

Existem também vários outros restaurantes de comida internacional, “fusion”, ou “de autor”. Esse movimento que também existe no Brasil, de “gourmets”, com aqueles pratos que tem sempre uma folhinha e/ou gotinhas por cima. Só que no Brasil esse tipo de restaurante ainda é bem mais caro, aqui rivaliza com a média.

Obviamente, tem os restaurantes caríssimos, mas esses a gente não estava com vontade de conhecer.



Feira de Mataderos

Publicado em cozinha, fotos, geral dia 26 de September de 2006 por Leticia

Bueno, fomos à “Feria de Mataderos” (é Feria mesmo) com um casal de amigos cicerones. Nas bordas de Buenos Aires, uma hora e pouco de ônibus coletivo. É a região dos matadouros de bois onde há um centro de fomento e preservação da cultura interiorana. Bancas de artesanato, oficinas de música, de tear, música e dança.

A proporção de turistas diminui bem, o pessoal da área comparece, às vezes totalmente paramentado com bombachas, ponchos, chapéus, facões etc.

Lá comemos “locro”, um cozido com milho tipo canjica, favas brancas, carne de porco e frango e dobradinha, além das obrigatórias empanadas, “choripan” (chorizo, ou linguiça no pão) e “vaciopan”. “Vacio” é uma peça próxima das costelas. Tudo farto e muito bom.

A linguiça e o vacio vêm direto da parrilla armada no chão da praça.

Ao final, um teatro da comunidade. A peça era sobre a primeira greve nos matadouros.



Música

Publicado em video dia 26 de September de 2006 por helil

A argentina tem muita música. Nos sábados vê-se muita gente caminhando pelas ruas com um violão nas costas. Entre os artistas de rua, muitos músicos.

Música brasileira

Acho que a música brasileira está aqui como em outros lugares do mundo. Música de elevador por excelência, em versões muzak para clássicos da bossa nova, meio envergonhante.

Tem também axé music. Em bailes, lojas de CD, restaurantes, pudemos relembrar clássicos, como AAAAAAAAAAli-Babá, além de várias versões (não sei qual a versão, qual a original, mas acho que não importa): “Para dançar isto aqui é buemba”, “mayonesa, ele me bate como mayonesa”. Nessa classe tem os originais locais, “El gato volador” e não sei mais o que. No bailinho que fomos tocou também um samba-enredo, Zeca e uns pagodinhos.

Tem um sujeito no metrô que toca MPB de barzinho, tipo Djavan (mira, Tarsito?).

Rock

O rock por aqui é a coisa que mais me surpreende. Chegam uns caras perfeitamente trajados, cabelo comprido, camisetas pretas, tatuagens por toda lado, piercings, típica banda de rock pesado. Quando começam a tocar é uma estética tão datada, melosa e anos oitenta. Incrível, os caras de roqueiro tocando um pastiche de Kid Abelha.

Aliás está ocorrendo aqui o Pepsi Music, com Iggy Pop de atração internacional. Antes já teve show do Slayer. Estranho…

Tango

O tango é a contribuição da música argentina para o mundo. E grande. Sempre muito legal. O taxista que nos trouxe do aeroporto disse que nenhum argentino gosta mais de tango. Ledo engano. O tango é um gênero complexo e, pelo que percebi, todas as vertentes continuam soando, de Carlos Gardel a Piazzolla. Atualmente se ouve muito pela rua um CD de tango “tecno”, batida eletrônica e repetição de uns “licks” bem típicos. É interessante.

Aliás, Piazzolla é gênio, gênio. Vamos levando pra casa os CD’s Libertango e Suíte Troileana.

Re-aliás: a música “El dia em que me queiras” é de autoria do Carlos Gardel e de Alfredo Le Pera, nascido no Brasil.

Folklore

A música regional tem muitas semelhanças com algumas culturas do Brasil. Dá pra lembrar dos sons da Helena Meireles, fronteiras com o Paraguai, além dos elementos gaúchos do Rio Grande do Sul.

Visitamos a Feira de Mataderos, que terá seu post à parte, e vimos uma apresentação do “Fuego Índio”, música regional com toques “modernos” de uma guitarra cheia de efeitos. O som está ruim, mas o grupo tem uma página com MP3 pra baixar – gravação também ao vivo, mas dá pra sentir. Eu gostei.

Fuego índio - website

Sigo sem entender o rock.



Granizo de responsa

Publicado em geral dia 26 de September de 2006 por helil

Uma coisa que chamou a nossa atenção foi ver vários carros salpicados de amassados, teto, capô, como várias marteladinhas na lataria.

Depois lembrei de perguntar a uns amigos por aqui: no dia 26 de julho, sem mais aquela, caiu uma chuva de granizo absurda. Encontrei uma matéria de jornal sobre o fato; video e fotos:

Clarin

Prejuízo.