Eis a Praça de Maio, onde está - entre outros prédios públicos - a Casa Rosada, sede do governo federal. A praça também é o palco preferido para manifestações populares.
A praça talvez tenha ficado mais conhecida internacionalmente por ter sido local de concentração das “Madres de la Plaza de Mayo”.
Eram mães de pessoas desaparecidas durante a ditadura, que um dia foram à praça pedir satisfações ao então presidente. Portavam nas cabeças lenços que representavam as fraldas ou cueiros de seus filhos. Ao serem abordadas pela polÃcia repressora e mandadas a “circular”, começaram a caminhar ao redor do monumento do centro da praça. Tudo isso formou uma simbologia muito forte, e as mães da Praça de Maio apareceram nos noticiários do mundo durante a Copa de 78.
Depois da volta à democracia, as “madres” continuaram e ampliaram o movimento em defesa dos direitos humanos, mantendo os simbólicos panos e as caminhadas pela praça, todas as quase 1500 sextas-feiras, por 25 anos. Embora o movimento continue, esta demonstração pública frente à Casa Rosada cessou, pois “não há mais um inimigo na casa de governo”.
Enquanto estamos aqui, um episódio sangrento da história argentina completa 30 anos, a “Noche de los lápices”, quando sete jovens entre 14 e 18 anos foram presos sob acusação de atos subversivos e desapareceram.
De uma forma geral, o desenrolar da ditadura argentina continua presente. Um militar está em julgamento, sob risco de pegar perpétua, os jornais tem sempre algo a comentar acerca de desdobramentos daquela época.