2006 Setembro | Nuestros Buenos Aires

Arquivo de Setembro de 2006



Cerveja com Fanta

Publicado em geral, cozinha dia 21 de Setembro de 2006 por Leticia

Hoje (20/09) fomos a uma pizzaria pela segunda vez, chamada Los Maestros - muito boa, por sinal - e me lembrei de uma historinha que aconteceu da primeira vez que estivemos lá. Quem me conhece sabe que eu sou um tanto “reparona”… Um casal se sentou perto da gente e pediu uma cerveja e uma fanta. Até aí tudo bem, imaginei que fosse fanta pra um, cerva pro outro. Qual o quê! Cerva com fanta, na cabeça! Deu pra ter certeza que os hermanos não são mesmo muito chegados em cerveja…



Hombre Gallina Gato

Publicado em geral dia 21 de Setembro de 2006 por Leticia

Esta também é pra quem sabe. Outro dia estávamos tomando uma cerveja num lugar qualquer do Uruguai e o Helil começou a contar piadas traduzidas em espanhol. Foram clássicos e mais clássicos, como a cochichada “Agarré la pi** de mi novio”, a maravilhosa “Asesino Paraguayo”, entre outras. Mas posso dizer que nunca pensei que a piada “Hombre Gallina Gato” ficaria tão boa, viu, Rex?!?!



Cabelo Sharpei

Publicado em geral dia 21 de Setembro de 2006 por Leticia

Antes de virmos pra BsAs, nossa professora de espanhol nos disse que os cortes de cabelo que estavam na moda por aqui eram bem estranhos. Nada exagerado. A mulherada aqui tem o cabelo mais picado que eu já vi na minha vida!! É um corte em camadas, mais camadas, mais camadas, mais camadas e um rabinho ridículo no final de tudo… E a arrumação geral consome uns 3kg de ramonas e uma liguinha pra deixar o rabinho bem lindinho… Pra quem conhece, é igual à piada: “Sharpei: Cabelo!”

ps.: prometo que vou tirar/encontrar uma foto do estilo.



Doña Petrona

Publicado em geral dia 21 de Setembro de 2006 por Leticia

O Helil estava procurando livros de culinária Argentina, ou culinária Criolla, ou o que ele pudesse achar que tivessa as receitas típicas aqui da região. Há algum tempo nos indicaram umas banquinhas de livros usados ou de saldo (novos, mas muito mais baratos, porque não venderam ou por motivos até agora desconhecidos), onde já fomos antes e compramos uma cacetada de autores (Vargas Llosa, García Marquez, Cortázar) por até 50% do preço normal de livraria. Voltamos lá pra procurar outras pechinchas e algum livro de culinária. Pois bem. Descobrimos a Doña Petrona, que foi uma espécie de Ofélia (ou… qual era mesmo aquela Tia que publicou um livro de receitas que todas as nossas mães têm?) aqui de BsAs. Pois bem. Esse post todo foi só pra contar que um dos donos de banquinha disse, portando um exemplar de 1961: ”Doña Petrona é o [Jorge L.] Borges da cozinha!”.



Plaza de Mayo e Casa Rosada

Publicado em geral, fotos dia 20 de Setembro de 2006 por helil

Plaza de Mayo panoramico - clique para ampliar

Eis a Praça de Maio, onde está - entre outros prédios públicos - a Casa Rosada, sede do governo federal. A praça também é o palco preferido para manifestações populares.

A praça talvez tenha ficado mais conhecida internacionalmente por ter sido local de concentração das “Madres de la Plaza de Mayo”.

Eram mães de pessoas desaparecidas durante a ditadura, que um dia foram à praça pedir satisfações ao então presidente. Portavam nas cabeças lenços que representavam as fraldas ou cueiros de seus filhos. Ao serem abordadas pela polícia repressora e mandadas a “circular”, começaram a caminhar ao redor do monumento do centro da praça. Tudo isso formou uma simbologia muito forte, e as mães da Praça de Maio apareceram nos noticiários do mundo durante a Copa de 78.

Depois da volta à democracia, as “madres” continuaram e ampliaram o movimento em defesa dos direitos humanos, mantendo os simbólicos panos e as caminhadas pela praça, todas as quase 1500 sextas-feiras, por 25 anos. Embora o movimento continue, esta demonstração pública frente à Casa Rosada cessou, pois “não há mais um inimigo na casa de governo”.

Enquanto estamos aqui, um episódio sangrento da história argentina completa 30 anos, a “Noche de los lápices”, quando sete jovens entre 14 e 18 anos foram presos sob acusação de atos subversivos e desapareceram.

De uma forma geral, o desenrolar da ditadura argentina continua presente. Um militar está em julgamento, sob risco de pegar perpétua, os jornais tem sempre algo a comentar acerca de desdobramentos daquela época.



Humorismo uruguaio

Publicado em geral dia 19 de Setembro de 2006 por helil

Ouvido em um programa da TV uruguaia, “Los Informantes”, tipo de noticiário satírico:

- O escritor Paulo Coelho declarou que a religiosidade passa por um momento de muito radicalismo.

- Teólogos declararam que a literatura passa por um momento de muita imbecilidade.



Trem da Costa

Publicado em fotos dia 19 de Setembro de 2006 por helil

Partindo da estação Retiro (trem suburbano) até a estação Mitre, se pega o Trem da Costa, linha turística que margeia a costa até o delta do rio. Um belo passeio.

Com uma única passagem, pode-se descer em todas as estações, cada uma com seus passeios, restaurantes e centros de compras. Na última, estão o parque de diversões e o cassino.



Parque da Costa

Publicado em fotos dia 19 de Setembro de 2006 por helil

Perto do cassino, o Parque da Costa. Já na entrada um aviso de duas horas de fila para qualquer brinquedo. Com espírito investigativo, entramos mesmo assim. Ficamos a ver brinquedos e sacar umas fotos.



Cassino

Publicado em geral, fotos dia 19 de Setembro de 2006 por helil

Parte do passeio do Trem da Costa, última estação, está o cassino Trilenium. Meu primeiro cassino. É um lugar que fede a cigarro, a musiquinha dos caça-níqueis bagunça a cabeça, e ver o povo hipnotizado colocando moedas nas máquinas forma um ambiente bizarro.

Jogamos 10 pesos até que se acabassem, ou seja, rapidamente. Mas já deu pra entediar. O dinheiro fica como pagamento de uma foto proibida.



El subte

Publicado em geral, fotos dia 19 de Setembro de 2006 por helil

Andar por Buenos Aires é muito fácil. Além de ser um cidade plana, temos um bom mapa em mãos. Estamos camelando bastante, buscando queimar as calorias consumidas.

O metrô - subte - garante acesso a quase todo lugar que precisamos, a módicos 70 centavos. Os ônibus - a 80 centavos - fazem um pouco mais e o resto rola de táxi, bem barato para padrões brasileiros, além de contar uma frota de 70.000 carros, tem sempre um virando a esquina.

Também pegamos o trem suburbano, também barato e eficaz. Aliás, é preciso ficar ligado, porque não se “pega” um trem; “tomar”, pode.