Primeiro dia
Neste sábado começamos a reconhecer o terreno.
Faz frio, algo como uns 8 graus, acho. Piora quando bate vento, mas nada que um bom jaco não resolva. Encontrando umas luvas que me caibam, compro na hora. E talvez um protetor de nariz. Ou, quem sabe, uns óculos de lã.
Dizem da Recoleta, bairro onde estamos hospedados, que é um bairro bem “chique”. Os prédios são todos geminados, me parece que todos de apartamentos pequenos. O comércio é vasto, mercados, mercearias, padarias e pequenos restaurantes.
Embora ainda não tenhamos saído da Recoleta - o bairro chique - até agora as coisas se mostram bem caras. Não caras, mas igual ao Brasil, e, aqui na área, só se encontram lugares mais arrumadinhos. Precisamos encontrar uns botecos e uns mercadinhos mais pé-no-chão, mais nóis.
Então ontem fomos passear pelo bairro. Chá com mixto-quente no croissant, uma faculdade de engenharia (em uma construção bem antiga, bacana), uma livraria (onde comprei uma antologia da literatura argentina organizada pelo Borges), o cemitério da Recoleta e um cineminha - o filme novo da Almodóvar, “Volver”. Estes últimos quero que recebam um post cada um. Fotos virão.
Teve ainda uma Igreja, uma feira de artesanato e uma rápida passada pelo Centro Cultural da Recoleta. A feira é bem como qualquer feira hippie que conhecemos, uns poucos hippies e outros artesanatos. No centro cultural arrumamos um jornalzinho com a programação da semana em todos os equipamentos da cidade, deve dar algo a ver.
Almoçamos em um lugar caro, filezinhos e fetutine com funghi. Ainda estamos para descobrir a maravilhosa culinária portenha. À noite, trombamos com uma casa de sanduíches, aí foi honestíssimo: um tipo de bengalinha com queijo e presunto cru - simples e eficiente.
Estamos captando um sinal de internet sem fio daqui do apê. Quando tem é bem devagar, mas está rolando e por ela agradecemos.